quarta-feira, 24 de abril de 2013


Saiba mais!

O que Magda Soares relata sobre alfabetização e letramento em seu artigo.

O termo letramento surgiu no Brasil em meados dos anos de 1980, com o objetivo de sugerir que as avaliações sobre o domínio de competências de leitura e de escrita fossem além do medir apenas a capacidade de saber ler e escrever, era necessário algo mais inovador para que o processo de ensino aprendizagem avançasse, pois era considerado alfabetizado aquele que declarasse saber ler e escrever, o que era interpretado como capacidade de escrever o próprio nome.
Nos dois processos tanto de alfabetização quanto letramento  necessitam da decodificação do código escrito, porém para o indivíduo seja considerado letrado necessita da compreensão e contextualização do que ler.
 Magda Soares aponta em seu artigo a necessidade de que as crianças sejam preparadas não apenas para as provas de medição dos índices oficiais, mas que aprendam para a vida social para agir como cidadão ativo e crítico em uma sociedade que exige isto dele.
 A perda de especificidade do processo de alfabetização é uma das causas socioconstrutivismo em relação à alfabetização relatados pela autora: que apenas com o convívio intenso com material escrito que circula nas práticas sociais, a criança se alfabetiza; não se pode dissociar alfabetização de letramento; as crianças estão sendo letradas e não alfabetizadas reconduzindo a alfabetização como um processo autônomo.
Em síntese a necessidade de reconhecimento da especificidade da alfabetização, entendida como um processo de aquisição e apropriação do sistema da escrita, alfabético e ortográfica;  a importância que a alfabetização se desenvolva num contexto de letramento com o desenvolvimento de habilidades para o uso da leitura e da escrita; o reconhecimento de que tanto a alfabetização quanto o letramento tem três diferentes dimensões, a natureza de cada uma delas demanda uma metodologia diferente, de modo que a aprendizagem inicial da língua escrita exige múltiplas metodologias , algumas caracterizadas por ensino direto, explícito e sistemático; a necessidade de rever e reformular a formação dos professores das séries iniciais do ensino fundamental de modo a torna-los capazes de enfrentar o grave e reiterado fracasso escolar na aprendizagem de língua escrita nas escolas brasileiras.

Referência:
SOARES, Magda Becker. Letramento e alfabetização: as muitas facetas. Minas Gerais: 2003. Disponível em . www.scielo.br/pbf/rbedu/n25/n25a01.pdf/ Acesso em 24 abr. 2013. 

2 comentários: